Luanda, 28 de Julho de 2026 — A Unitel, a maior operadora de telecomunicações de Angola, foi alvo de um ataque informático de grandes proporções na madrugada desta terça-feira, resultando na queda da sua infraestrutura tecnológica a nível nacional.
O incidente, registado por volta das 02h20 de hoje, provocou um colapso nos serviços de voz, dados móveis e acesso à Internet em todo o país. O impacto está a ser sentido de forma severa por milhões de clientes particulares e empresas, paralisando serviços básicos que dependem de conectividade.
Impacto Generalizado: Apps, Sites e Negócios Paralisados
Com a rede e a Internet inoperantes, o dia a dia dos angolanos encontra-se fortemente condicionado. O ataque afetou em cadeia diversos serviços digitais e de telecomunicações:
- Aplicações e Mobilidade: Serviços de táxi por aplicativo e entregas estão impossibilitados de operar, deixando milhares de motoristas e utentes sem alternativas.
- Empresas e Faturação: A indisponibilidade dos sistemas informáticos está a paralisar o setor comercial. Clínicas, lojas e escritórios relatam incapacidade de emitir faturas, processar recibos, validar seguros e comunicar com clientes ou fornecedores.
- Atendimento e Sites: Os canais de suporte da própria operadora, incluindo o call center e plataformas online, encontram-se indisponíveis ou com graves dificuldades de acesso.
Muitas empresas estão a recorrer a outras operadoras e a mobilizar recursos de contingência para tentar manter os serviços essenciais a funcionar durante o apagão.
O Contexto: Ataque na Véspera da Estreia em Bolsa
O momento deste colapso levanta particular atenção, uma vez que ocorre no rescaldo imediato do anúncio dos resultados da Oferta Pública de Venda (OPV) das ações da empresa. O Estado angolano, através do IGAPE, concluiu com sucesso a venda de 15% do capital da Unitel por cerca de 318 milhões de dólares, estando a estreia oficial das ações na bolsa agendada precisamente para esta fase.
A Resposta da Operadora
Em comunicado oficial emitido após a falha, a Unitel confirmou a origem criminosa da quebra de serviços e garantiu ter ativado imediatamente os seus mecanismos de resposta e contenção.
“As equipas técnicas e de cibersegurança continuam a trabalhar para mitigar os efeitos do incidente e assegurar a reposição integral dos serviços, que se mantêm condicionados”, declarou a empresa.
A operadora lamentou os constrangimentos causados aos seus milhões de clientes e assegurou estar a tratar a situação com “a máxima prioridade”, de forma a estabilizar a rede e recuperar os sistemas afetados nas próximas horas.

