Família, se vocês assistiram ao jogo dos oitavos-de-final (fase de 32) entre a República Democrática do Congo e a Inglaterra neste Mundial de 2026, de certeza que ficaram com o coração na boca! Estivemos mesmo quase a ver uma das maiores zebras da história do futebol. E tudo por causa de um homem que decidiu que na sua baliza ninguém passava sem licença: Lionnel Mpasi.

Quando o árbitro apitou o fim do jogo lá em Atlanta, o mundo inteiro já sabia o nome desse kota. Mas afinal, quem é esse monstro das redes?
De Paris para o coração de África
O Mpasi tem 31 anos e nasceu em Meaux, nos subúrbios de Paris. Sendo filho de pais congoleses, ele até chegou a jogar nas seleções de base da França, mas o sangue falou mais alto. Ele tomou aquela decisão de homem: representar a pátria dos seus cotas. Atualmente, o gajo brilha na primeira liga francesa, a defender as cores do Le Havre, e na seleção dos Leopardos virou o “mestre da segurança”.
O homem dos grandes mambos
Quem acompanhou a CAN 2023 sabe que ele já vinha a dar show. Mas este Mundial de 2026 foi o seu palco de ouro. No jogo contra a Colômbia, por exemplo, o homem fez oito defesas monumentais! O próprio colega de equipa, Axel Tuanzebe, largou os elogios: “Ele foi fenomenal, segurou-nos no jogo.”
Mas o verdadeiro teste de fogo foi no dia 1 de julho, contra os “inventores do futebol”.
Deu o corpo à ciência contra os bifes!
No jogo contra a Inglaterra, o Mpasi parecia uma parede. Defendeu bolas com a mão esquerda, com a mão direita, com o peito e até levou pancadas abaixo da cintura para não deixar a bola entrar. Foi uma exibição tão rija que o craque inglês Jude Bellingham, a meio do jogo, foi dar-lhe um abraço de respeito enquanto o nosso guarda-redes estava estirado no relvado a recuperar o fôlego.

O homem parou tudo! Até o matador Harry Kane teve de suar a camisola e admitiu no fim: “Ele fez defesas incríveis. Já parecia um daqueles dias em que a bola teima em não entrar.”
O fim do sonho (mas com a cabeça bem alta)
Infelizmente, o futebol tem dessas coisas. Quase a fechar o pano, aos 86 minutos, Kane conseguiu bisar e selou a vitória da Inglaterra por 2 a 1, quebrando o coração dos nossos vizinhos da RDC.
No final, com um sorriso irónico e aquela postura de capitão, Mpasi desabafou: “Ofereci o meu corpo à ciência! Estou orgulhoso do meu país e da minha equipa. Lutámos com tudo o que tínhamos.”
O Congo saiu do Mundial de 2026, mas saiu pela porta grande. Para quem não jogava um Mundial desde 1974 (no tempo do Zaire), o Mpasi e os seus kambas mostraram que o futebol africano já não é brincadeira de miúdos.
Para nós, Lionnel Mpasi já é um dos melhores do torneio. Que grande mambo, mano!

